Esse blog será um espaço onde poderemos ler,interagir e nos manter informados e em dia com os fatos relevantes no mundo todo. Através dessa ferramenta, estaremos complementando o projeto" Lendo e Interagindo" construído no curso de Pós:TICEF oferecido pela UFJF/Pólo Durandé M.G,pelas alunas Fernanda Camargo da Silva e Telma Marília Feitosa Spínola. O blog será projetado pelas alunas citadas acima e pelos alunos do projeto"Primeiros Cliques",mantido pela renomada UFJF.
rssssssss!!!!!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
versos de amo de Gislene 7ano D
Se toda vez que
Eu fechar os olhos
ganhar um beijo seu
fecharei os olhos eternamente!!!
De que vale o delírio dos olhos,
se eles se fecham quando
os lábios se tocam?????
Queria que você fosse
tudo em minha vida,
mas quis demais.
Você foi apenas um sonho.
Se pensa que eu te amo
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Histórias em Quadrinhos
ANÁLISE DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS
A HQ a ser analisada narra um episódio da Turma da Mônica, personagens de Mauricio de Sousa que, segundo Eguti (2001), foram inspirados em sua filha mais velha e em sua turminha de amigos. Essa turminha é constituída pelos personagens Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali entre outros, e estão na idade pré-escolar por volta dos sete anos de idade.
A história escolhida é constituída de 72 quadrinhos e 11 capítulos e se intitula “Cebolinha em o novo plano” e narra o que Cebolinha planeja para enfrentar Mônica e sua força. A partir das teorias abordadas, serão descritas, em alguns quadrinhos dessa história, algumas características da língua falada, assim como os elementos das HQs que auxiliam na compreensão da narrativa. A análise concentra-se nas características do texto falado encontradas no texto escrito da HQ, sendo que os desenhos só foram considerados à medida que contribuíram com os aspectos da oralidade complementando o significado do texto escrito.
Observa-se nos dois primeiros quadrinhos do capítulo 2, a fala de Cebolinha: “É isso aí!!...” que é uma expressão tipicamente oral e que dentro da narrativa, indica uma afirmação de Cebolinha quanto ao medo que Mônica tem do tamanho de seu amiguinho. Ela não acredita no que está ouvindo e grita: “NÃO DIGA!! NÃO! NÃO!”. Sua fala é grafada em negrito e letras maiúsculas para indicar seu tom de voz elevado. Nessa fala, nota-se uma atividade de formulação, devido à repetição da palavra “não”. A repetição, segundo Fávero et al. (1999), é a reprodução de segmentos anteriores duas ou mais vezes, motivados por fatores de ordem interacional, cognitiva e textual. Nessa fala, Mônica utiliza a repetição como uma reação às ameaças de Cebolinha, portanto, trata-se de um fator de ordem interacional.
No segundo quadrinho, Cebolinha finalmente revela seu plano: “Eu estou fazendo natação!!” e Mônica desesperada grita: “NÃAAOO!!!”. Percebe-se, em seu grito, a repetição das letras a e o, que indica um som prolongado.
Como o capítulo 1 e os dois primeiros quadrinhos do 2 referem-se à imaginação de Cebolinha, evidenciada pelo contorno em forma de nuvem do requadro, ocorre, então, uma mudança do tópico discursivo. Segundo Fávero et al (1999, p. 37), “tópico é o elemento estruturador da atividade conversacional”.
É interessante ressaltar que nessa historinha, o pensamento é verbalizado, o que difere de uma conversação real, pois não é possível um falante ter acesso aos pensamentos de seu interlocutor. Este fato indica uma característica do texto escrito.
Capítulo 2 - Quadrinhos 1 e 2
No terceiro quadrinho do Capítulo 3, Cebolinha interage com o leitor, dizendo: “já vi que meu novo plano vai por água abaixo!”. Nesta fala, têm-se duas colocações tipicamente orais. A primeira é “já vi que...” e a segunda, “... por água abaixo!”, sendo esta última, considerada uma expressão bastante popular recorrente em uma interação informal. É interessante notar que há duas pequenas nuvens acima da cabeça de Cebolinha, que mostram como ele está nervoso. Nesse caso, o desenho é de extrema importância na compreensão situacional.
Ainda há, no mesmo quadro, o professor de natação, que chama a atenção dos alunos, batendo palmas (expressão corporal) e dizendo: “Muito bem classe!” (pausa evidenciada pelo estreitamento dos balões) “todo mundo na água!”. Sua primeira fala é um marcador conversacional de mudança de tópico, pois, neste momento, o tópico conversacional se volta para a aula de natação, além de funcionar como um marcador para chamar a atenção dos alunos. Marcador conversacional, conforme Urbano (1993, p. 86) afirma, “são elementos que amarram o texto não só como estrutura verbal cognitiva, mas também enquanto estrutura de interação interpessoal”.
Capítulo 3 - Quadrinho 3
O primeiro quadrinho do capítulo 8 apresenta Cebolinha todo machucado por causa dos golpes que Mônica lhe dera enquanto nadava. Nota-se que Cebolinha, apesar do silêncio, interage com a menina, evidenciando seu Turno. Turno Conversacional é definido como “a produção de um falante enquanto ele está com a palavra, incluindo a possibilidade de silêncio” (FÁVERO et al, 1999, p. 35), sendo assim, seu rosto riscado e sem dentes, com a boca torta, além das estrelas acima de sua cabeça indicam que o menino está machucado. Os sinais visuais são suficientes para a compreensão do turno do menino, apesar de seu silêncio. Mônica apenas olha para o amigo e pergunta: “Cebolinha?”, pois, até então, não havia percebido que o estava machucando.
No segundo quadrinho, rapidamente ela pergunta: “Ai meu Deus!! Você está bem?! O que aconteceu?!”. Nessa fala, existe o marcador conversacional “Ai meu Deus!!”, que demonstra a preocupação da menina. Cebolinha responde fazendo um gesto de afastamento para Mônica: “O que aconteceu?! o de semple”. O menino repete a pergunta de Mônica indicando uma atividade de formulação. Com essa repetição, ele ironiza a situação contribuindo para a organização da seqüência narrativa. Percebe-se também, nesse quadrinho, a presença do par adjacente do tipo pergunta-resposta que se caracteriza por organizar localmente a conversação, e por tratar-se de um elemento básico de uma interação.
Capítulo 8 - Quadrinhos 1 e 2
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através da análise efetuada, torna-se evidente que as características da língua falada manifestam-se no texto escrito das histórias em quadrinhos aliando-se a recursos da escrita e também a recursos visuais. Observou-se, assim, que é impossível descrever a estruturação do texto das HQs, sem que tais elementos sejam considerados, pois, nesse gênero discursivo, as linguagens oral e visual possuem igual importância. Sendo assim, os recursos visuais não verbais da conversação, como os gestos, expressões faciais e corporais são representados através do desenho, transmitindo cada movimento do personagem.
Quanto às características da língua falada, encontraram-se notórios exemplos de marcadores conversacionais, atividades de formulação, como a repetição, pares adjacentes do tipo pergunta-resposta, e estratégias de manutenção do tópico discursivo. É importante ainda ressaltar que, devido à grande variedade de elementos encontrados na história integral, não foi possível discorrer sobre cada um deles, com a mesma profundidade, deixando esse aprofundamento maior para um estudo posterior.
Percebeu-se também que, em um certo momento da história, o personagem Cebolinha interage com o leitor, formulando uma interação inesperada, fazendo com que o próprio leitor se sinta parte da narrativa. Assim, o texto da HQ constitui uma linguagem simples e prazerosa tornando o leitor parte integrante desse mundo.
Diante do exposto, pode-se afirmar que as características da língua falada, aliadas aos elementos visuais específicos das histórias em quadrinhos conduzem a narrativa, construindo um todo que auxilia na compreensão. E, também, percebeu-se que os quadrinistas tentam aproximar as situações, o máximo possível da realidade, explicando assim, o porquê da busca da reprodução de uma conversação espontânea.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSIS, Lúcia Maria de. Crônica: Um caso de dialogismo fala e escrita. São Paulo: UNITAU, 2002. Dissertação de Mestrado.
BAKHTIN, Michail. Os gêneros do discurso. Estética da criação verbal. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes: 1997.
DIONÍSIO, A. P.; BEZERRA, M. A. e MACHADO, A. R. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
EGUTI, Claricia Akemi. A Representatividade da oralidade nas Histórias em Quadrinhos. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. USP, 2001. Dissertação de Mestrado.
FÁVERO, Leonor Lopes, ANDRADE, Maria Lúcia C. V. O. e AQUINO, Zilda G. O. Oralidade e escrita perspectiva para o ensino de língua materna. São Paulo: Cortez, 1999.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Análise da Conversação. São Paulo: Ática, 1986.
RODRIGUES, Ângela Cecília Souza. Língua Falada e Língua Escrita in PRETI, Dino (org.). Análise de textos orais, 2ª ed., São Paulo: FFLCH / USP, 1985.
SOUSA, Maurício. Cebolinha em o novo plano. Disponível em www.turmadamonica.com.br. Acesso em 26 jul. 2003.
URBANO, Hudinilson. Marcadores Conversacionais. In: PRETI, Dino (org.). Análise de textos orais, 2ª ed. São Paulo: FFLCH / USP, 1985.
Postado pelos blogueiroslendointeragindo
Resgate da cultura Popular
Festa Junina estimula o resgate da cultura popular na Escola Estadual Quinca Franco Durandé M.G, das várias fotos tiradas escolhemos apenas duas que nos chamou a atenção.
Resgate da Cultura popular
Festa Junina
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Festa Junina
Parabéns! Isso é muito bom!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirAbraços Glauce